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Planta do Cerrado brasileiro usa folhas subterrâneas para capturar e digerir vermes

postado em 01/02/2012 02:30 por Associação Montanhas do Espinhaço Espinhaço

À primeira vista, a Philcoxia minensis parece uma planta delicada, com pequenas flores roxas, galhos finos e aproximadamente 20 centímetros de altura. Mas, sob a areia branca da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, ela esconde um segredo: folhas grudentas, do tamanho da cabeça de um alfinete, que atraem, capturam e digerem vermes incautos. A descoberta foi descrita na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) por pesquisadores brasileiros, americanos e australianos. É resultado do projeto de iniciação científica "Absorção foliar de nutrientes de presas como teste de carnivoria em Philcoxia minensis p. Taylor & v. c. SOUZA (Plantaginaceae)", desenvolvido pelo estudante da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Caio Pereira, com bolsa da FAPESP.

A hipótese de que a P. minensis seria uma planta carnívora foi levantada pela primeira vez em 2007 pelo botânico Peter Fritsch, da California Academy of Sciences, nos Estados Unidos.

“Fritsch verificou a presença de glândulas colantes nas folhas e um grande número de vermes nematoides aderidos às superfícies foliares. Teve, portanto, uma contribuição-chave para o desenvolvimento teórico do trabalho”, afirmou Rafael Oliveira, coordenador do estudo feito na Unicamp, à Agência FAPESP.

O norte-americano, no entanto, não havia conseguido provar que a P. minensis era capaz de digerir suas presas, condição obrigatória para que uma planta seja considerada carnívora.

Para testar a teoria, a equipe de Oliveira criou uma colônia de bactérias marcadas com isótopos de nitrogênio. Essas bactérias foram oferecidas como alimento aos vermes, que por sua vez foram oferecidos à planta.

Ao analisar as folhas após o experimento, os cientistas detectaram a presença dos isótopos de nitrogênio, indício de que a planta havia de fato digerido os nematoides e absorvido seus nutrientes.

“Além disso, detectamos na superfície das folhas a presença de fosfatases, enzimas que podem digerir os nematoides”, contou Oliveira. Isso reforçou a hipótese de que a planta faz todo o trabalho sozinha, sem necessitar de fungos e outros microrganismos para processar suas presas.

Segundo o pesquisador, essa estratégia de captura é única entre as plantas carnívoras e surgiu, provavelmente, graças a uma combinação de fatores. “A Philcoxia ocorre sobre solos de areia muito branca, pobre em nutrientes, mas com abundância de nematoides”, contou Oliveira.

Além disso, acrescentou, as partículas de areia são translúcidas. Isso possibilita à planta realizar fotossíntese mesmo com as folhas embaixo da terra.

“A radiação solar e a temperatura do ar nesse hábitat são muito altas. Já a disponibilidade de água é baixa. Essas condições extremas dificultam a sobrevivência da maioria das plantas, mas podem ter favorecido a seleção desse hábito peculiar da Philcoxia – o posicionamento subterrâneo de folhas”, disse.

Além da P. minensis, outras duas espécies compõem o gênero Philcoxia: a P. bahiensis e a P. goiasensis. Todas crescem apenas no Cerrado brasileiro.

“A pesquisa foi feita apenas com P. minensis, mas a descoberta deve valer para as duas outras espécies, pois elas compartilham as mesmas características”, afirmou Oliveira.

Até então, ressaltaram os cientistas no artigo, não havia evidências de carnivorismo na família Plantaginaceae, à qual pertence a Philcoxia e outras 2 mil espécies.

Custo-benefício

As plantas carnívoras correspondem a 0,2% das angiospermas e geralmente estão restritas a locais com muita luz e pouco nutriente. No Brasil, o maior número de espécies conhecidas está no Cerrado.

Os insetos são o prato preferido, mas também fazem parte do cardápio organismos aquáticos microscópicos, protozoários e até vertebrados. “Há um estudo recente mostrando que uma espécie de Nepenthes asiática pode digerir pequenos ratos”, contou Oliveira.

O artigo da PNAS é o primeiro a incluir os vermes nematoides entre as vítimas. “Essas plantas têm mecanismos para atrair e digerir pequenos animais e pelo menos parte dos nutrientes necessários para sua sobrevivência é obtida dessas presas.”

O modelo teórico predominante, descrevem os cientistas no artigo, propõe que somente em condições extremas o custo de produção e manutenção de estruturas relacionadas ao carnivorismo compensaria.

“As folhas geralmente são órgãos fotossintetizantes. Mas, nas plantas carnívoras, elas também funcionam como armadilhas. Essa dupla função diminui a capacidade fotossintética. Por isso, de acordo com esse modelo teórico, somente em condições de baixa disponibilidade de nutrientes e alta radiação o carnivorismo confere benefício energético às plantas”, explicou o pesquisador.

Mas ao contrário da maioria das plantas carnívoras, acrescentou Oliveira, a Philcoxia apresenta altas concentrações de nutrientes em suas folhas. Isso sugere que ela é bastante eficiente para realizar a fotossíntese.

“É um dos poucos casos conhecidos na literatura que dá suporte a uma das duas vantagens energéticas do carnivorismo: um possível aumento das taxas fotossintéticas devido ao aumento da concentração de nutrientes em suas folhas.”

O artigo Underground leaves of Philcoxia trap and digest nematodes, de Rafael Oliveira e outros, pode ser lido por assinantes da PNAS em www.pnas.org.

Agência FAPESP

 

Dia Internacional das Montanhas

postado em 12/12/2011 02:25 por Associação Montanhas do Espinhaço Espinhaço

El tema de este año para el Día Internacional de las Montañas se centrará en las Montañas y Bosques. El Día Internacional de las Montañas tendrá como objetivo crear mayor conciencia sobre la relevancia de los bosques montanos y el papel que juegan dentro de una Economía Verde así como en medidas deadaptación al cambio climático.

Bosques montanos sanos son cruciales para la salud ecológica del mundo. Éstos protegen las cuencas hidrográficas que proporcionan agua dulce a más de la mitad de la gente del mundo. También son el hogar de una cantidad incalculable de vida silvestre, proporcionan alimentación y forraje a la gente de montaña y son fuentes importantes de madera y productos forestales no maderables. Sin embargo, en muchas partes del mundo los bosques montanos están bajo un grado de amenaza nunca antes visto y la deforestación en bosques montanos tropicales continúa a un ritmo desconcertante. Proteger estos bosques y asegurarnos que están cuidadosamente manejados es un paso importante hacia el desarrollo sostenible de montañas.

El Día Internacional de las Montañas es una oportunidad para crear conciencia de la importancia que tienen las montañas para la vida, de señalar las oportunidades y las limitaciones que afronta el desarrollo de las zonas montañosas, y de crear alianzas que produzcan un cambio positivo en las montañas y las tierras altas del mundo.

El compromiso y la voluntad de avanzar en esta causa se han reforzado durante el Año Internacional de las Montañas en 2002, y las montañas han adquirido un perfil cada vez más destacado en los programas de todos los niveles. Asimismo, el Año dio como fruto la resolución 57/245, en la que la Asamblea General declaró el 11 de diciembre «Día Internacional de las Montañas», a partir de 2003, y alentó a la comunidad internacional a que ese día se organizaran actos a todos los niveles para resaltar la importancia del desarrollo sostenible de las montañas.
 
Fonte: ONU

Cultura de Vida ao Ar Livre

postado em 06/11/2011 04:01 por Associação Montanhas do Espinhaço Espinhaço   [ 06/11/2011 04:10 atualizado‎(s)‎ ]

Não importa qual a atividade, tampouco o lugar, o importante é estar ao ar livre com sozinho ou com as pessoas que mais gosta. O governo dos Estados Unidos adotou uma iniciativa interessante que incentiva a população norte americana a se movimentar, a aproveitar os benefícios da vida outdoor. A proposta é interessante pois trata-se não só de lazer ou aventura, mas de saúde pública e bem estar. Abaixo um dos vídeos criados para desenvolver a campanha. No Brasil poderíamos ter algo similar. Para mais informações Great Outdoors America.
 

Vídeo do YouTube

Mineradora australiana desiste de instalar mina na Serra da Gandarela

postado em 24/10/2011 10:33 por Associação Montanhas do Espinhaço Espinhaço

A mineradora australiana Mundo Minerals decidiu suspender por tempo indeterminado suas operações na mina de ouro subterrânea chamada Engenho, próxima ao município de Rio Acima, no Quadrilátero Ferrífero, e demitiu 50 trabalhadores.

A justificativa da empresa, segundo agências de notícias especializadas em mineração, é a demora por parte dos governos estadual e federal em definir a área de abrangência do Parque Nacional da Serra do Gandarela. Os órgãos ambientais não estariam licenciando ou revalidando licenças para áreas da região onde se pretende construir o parque.

Nos planos da Mundo Minerals estaria a abertura de uma nova mina na região, denominada Crista, de baixo custo operacional. A abertura dessa mina diluiria os altos custos operacionais da atual mina do Engenho, viabilizando a operação conjunta.

O investimento em Crista acabou inviabilizado pela falta de delimitação da área do parque nacional. Dependendo da demarcação, a área da mina pode ser destinada ao parque. A operação da mina também demandaria a construção de uma estrada, que passaria pela necessidade de licenciamento.

A empresa, em seu último balanço financeiro, já aventava a possibilidade de encerrar as operações da mina do Engenho em dezembro deste ano por dificuldades no licenciamento ambiental e pelo alto custo operacional.
Conforme o balanço financeiro da Mundo Minerals, as operações da mina Engenho passavam por processo de otimização com vistas a redução de custos. Este ano seriam investidos US$ 1 milhão para assegurar uma economia mensal de R$ 250 mil.

De junho de 2010 a junho de 2011, a mina do Engenho produziu 18,239 onças de ouro. Para cada tonelada de minério são lavrados 2,5 gramas do metal. Neste período, a empresa comercializou 17.982 onças, o que gerou receitas da ordem de US$ 24,5 milhões. O preço médio de venda foi de US$ 1.437 por onça, informou o relatório financeiro da companhia.

O projeto do Parque Nacional da Serra do Gandarela abrange as cidades de Barão de Cocais, Rio Acima, Caeté, Santa Bárbara, Raposos, Ouro Preto, Itabirito e Nova Lima em uma área total de 38.210 hectares. No total, considerando as áreas de amortecimento, serão 90 mil hectares de área protegida, onde a única atividade econômica permitida será o turismo.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), finalizou a proposta de criação do Parque em outubro de 2010, mas as tratativas com o Ministério do Meio Ambiente e o governo de Minas ainda estão em curso. O projeto Apolo, da Vale, orçado em R$ 4 bilhões, também aguarda a delimitação do Parque.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) confirmou que os licenciamentos estão suspensos. A criação do Parque mesmo está prevista para março de 2012.
 
Reportagem:Bruno Porto

Nova espécie de perereca é descoberta dentro de flor em Minas

postado em 17/10/2011 04:09 por Associação Montanhas do Espinhaço Espinhaço

Para sobreviver, uma espécie milimétrica de perereca, até então desconhecida da ciência, escolheu viver em uma flor que possui um reservatório de água. Essa flor foi localizada a 1.900 metros de altitude, onde a temperatura chega facilmente aos 10 graus. A descoberta científica aconteceu em Minas Gerais, no Pico do Itambé, que fica no trecho da Serra do Espinhaço que passa pela cidade de Santo Antônio do Itambé, a 221 quilômetros de Belo Horizonte.

A bióloga Izabela Barata não pensava que sua pesquisa na região resultasse na descoberta de uma nova espécie. O objetivo inicial do trabalho era contabilizar o número de espécies na medida em que os pesquisadores sobem o pico.“Coletamos cinco pererecas. Uma toda preta e a outra preta com pintas brancas. Os anfíbios precisam de água para reprodução e a bromélia oferece a água”, explicou ela ao iG.

Izabela é pesquisadora do Instituto Biotrópicos, uma organização não governamental (ONG) que pesquisa a biodiversidade de uma região para saber como preservá-la. Izabela está uma equipe que pesquisa o Pico do Itambé e trabalha na pesquisa de anfíbios desde 2002. Até então, nunca havia descoberto uma espécie. “A gente cria uma expectativa grande porque mostra para vários pesquisadores e ninguém consegue identificar. Gastamos três noites para subir o pico, mas valeu a pena”.

As cinco pererecas coletadas foram sacrificadas para serem catalogadas em um museu.“Precisamos descrever as caracteristicas do corpo inteiro do adulto e do girino. Temos também o registro de vocalização, pois eles cantam, ou melhor, coaxam. Depois, começam estudos de biologia, reprodução e genéticos, que podem servir para a conservação das espécies", diz ela.

A bióloga conta ainda que o Brasil é o país com maior número de espécies de anfíbios em todo mundo: são mais de 800 tipos. “Minas destaca-se bastante porque tem três biomas: mata atlântica, cerrado e caatinga", conta ela, que faz questão de explicar uma diferença que sempre passa desapercebida: “O sapo tem a pele mais rugosa, a perereca tem viscos adesivos, fazendo com que grude na parede, e as rãs têm membranas nadadoras. As pessoas fazem muita confusão”, faz questão de explicar.

Reportagem: Denise Motta, iG Minas Gerais 07/10/11
Fonte: Último Segundo

Cobertura vegetal reduz custo de tratamento da água, revela estudo

postado em 12/06/2011 15:30 por Associação Montanhas do Espinhaço Espinhaço

A manutenção da cobertura florestal em bacias hidrográficas contribui para a redução dos custos de tratamento da água para abastecimento público, constada o estudo “Contribuição das Unidades de Conservação para a Economia Nacional”.

As três áreas do estado de São Paulo, incluídas no levantamento, cujos custos com produtos químicos são mais baixos, inferiores a R$ 20,00/1000³ de água tratada (rio Cotia, Sistema Cantareira e Analândia), são as que possuem maiores índices de cobertura florestal, superiores a 15%.

Por outro lado, o custo do tratamento das águas (com produtos químicos e energia elétrica da Estação de Tratamento de Água para 1.000³ de água) do rio Piracicaba é 12,7 vezes superior ao custo de tratamento das águas do Sistema Cantareira. A bacia de abastecimento do Sistema Cantareira mantém 27,2% de sua área com cobertura florestal e a bacia do Piracicaba, apenas 4,3%.

O estudo revela que cerca de 34,7% do volume anual não sazonal de captação de água são provenientes de fontes de captação localizadas dentro ou a jusante (rio abaixo) de unidades de conservação federais.

Recentemente, a Agência Nacional de Águas divulgou nota técnica sobre o Código Florestal que atesta outros benefícios da manutenção da cobertura vegetal nas bacias hidrográficas.

Coordenado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o objetivo do estudo, lançado no dia 7 de junho, foi demonstrar o potencial econômico das unidades de conservação.

Sob a coordenação técnica do economista Carlos Eduardo Frickmann Young, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e do biólogo Rodrigo Medeiros, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o trabalho revela que, se exploradas adequadamente, as 310 unidades federais de conservação do País que cobrem cerca de 15% do território, podem gerar pelo menos R$ 5 bilhões em produtos e serviços florestais e renda para as comunidades locais, valor que ultrapassa os recursos destinados para a manutenção dessas áreas.

O cálculo considera o potencial econômico de uma seleção produtos florestais, de turismo, estoque de carbono conservado, água e a repartição de receitas tributárias proporcionadas pelas unidades de conservação.

“Tradicionalmente os custos com conservação são vistos como gastos e não como oportunidades. Muitos setores assumem que a contribuição dos investimentos em conservação tem impacto zero na economia, e isso nos derrota em discussões como a do Código Florestal”, disse o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias

Com relação ao potencial hídrico, o estudo revela que dos 1.164 empreendimentos de geração de energia hidrelétrica, incluindo outorgados e em construção, com informações disponíveis, 447, ou 38,4%, estão localizadas a jusante de unidades de conservação federais. Além disso, dos 120,6 GW (gigawatts) provenientes de fontes hidrelétricas em operação, construção e outorgadas, 96,9 GW, ou 80,3%, são gerados por fontes hidrelétricas situadas a jusante de unidades de conservação federais, recebendo contribuição destas através do rio principal ou de seus tributários.

As unidades de conservação federais contribuem ainda para a proteção de cerca de 4% da água utilizada para a agricultura e irrigação. Do volume total não sazonal de captação água, cerca de 12 bilhões de m³, aproximadamente 463 milhões m³ são captados dentro ou a jusante de unidade de conservação.

De acordo com Young, para avaliar a contribuição das unidades de conservação na produção e conservação dos recursos hídricos, foram analisados três importantes usos: geração de energia, abastecimento humano e irrigação. Faltam, porém, dados disponíveis para aprofundar os estudos com relação a água.

O estudo está disponível no site do Ministério do Meio Ambiente.

 
 
 

Programação Semana do Meio Ambiente da Floresta Uaimii

postado em 01/06/2011 09:22 por Associação Montanhas do Espinhaço Espinhaço

A equipe da Floresta Estadual do Uaimii convida a todos para participarem dos eventos que irão comemorar o Dia Internacional do Meio Ambiente. Excelente oportunidade para a população conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido nesta Unidade de Conservação Estadual localizada na Serra do Espinhaço, mais precisamente em Ouro Preto.
 
Mais informações no e-mail floresta.uaimii@yahoo.com.br
 
 
 

Fiscalização suspende atividades irregulares na Serra do Gandarela

postado em 19/04/2011 09:18 por Associação Montanhas do Espinhaço Espinhaço

Em dois dias de atuação na região da Serra do Gandarela a operação de fiscalização ambiental integrada já realizou 21 fiscalizações. Equipes com técnicos do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) e Polícia Militar de Meio Ambiente e Trânsito (PMMA) fiscalizam empreendimentos nos municípios de Santa Bárbara, Barão de Cocais, Catas Altas, Nova Lima, Itabirito, Ouro Preto, Santa Luzia, Caeté e Rio Acima, com foco principal em áreas de desmate.

Foram detectadas seis infrações, sendo que destes quatro atividades foram suspensas por infringirem a legislação ambiental. Entre as apreensões estão três pássaros, 17 estéreis de lenha nativa e outros 420 kg de carvão nativo. Fora as infrações que serão autuadas posteriormente já foram aplicados mais de 3 mil reais em multas.

Os principais problemas detectados foram produção de carvão com utilização de mata nativa, desmatamentos não autorizados e intervenções em áreas de preservação permanente. O coordenador técnico da operação, técnico do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Alessandro Albino Fontes, considera que “a operação está atendendo às expectativas e esperamos concluir todas demandas previstas até o dia 15, quando encerramos as ações”.

A ação faz parte das atividades da Subsecretaria de Controle Fiscalização Ambiental Integrada (Sufai) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e conta com cerca de 20 pessoas entre técnicos e policiais. A base da operação fica no município de Santa Bárbara.

O objetivo principal da operação é coibir desmatamentos ilegais e verificar a regularidade das atividades de mineração na região. Durante o trabalho os técnicos fazem um levantamento das atividades desenvolvidas na região além de buscarem pontos de desmate não autorizados para aplicação da legislação ambiental.

Serra do Gandarela

A Serra do Gandarela está localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, ligada ao vetor sul e forma um corredor ecológico junto com o Caraça. A vegetação predominante é a Mata Atlântica com alto potencial de fauna e flora. A serra funciona como um divisor de águas entre as bacias do Rio Doce e São Francisco.


Fonte: IEF

Poço Encantado será reaberto

postado em 03/03/2011 03:35 por Associação Montanhas do Espinhaço Espinhaço

Uma das atrações turísticas mais conhecidas da Chapada Diamantina, na Bahia – a caverna do Poço Encantado –, volta a dar o ar da graça depois do Carnaval, após permanecer mais de três anos fechada à visitação pública. Será dia 11, às 10 horas, quando num ato simbólico o superintendente do Ibama no Estado, Celio Pinto, removerá o lacre que determina a interdição do espaço.

A razão da interdição, em novembro de 2007, é que depois de uma vistoria técnica constatou-se a construção de uma escada de 102 degraus em seu interior, com corrimões confeccionados com cordas e madeira, além de pontos de iluminação artificial com lampiões de gás, fato que alterava a composição e descaracterizava o aspecto original do ambiente. Detalhe: à época, o Ibama também descobriu que a construção do equipamento no interior da caverna foi realizada sem nenhuma autorização de órgão competente e em total desacordo com a legislação ambiental (ou seja, caracterizando-se como uma ação danosa ao patrimônio natural).

O desembargo da caverna do Poço Encantado foi possibilitado mediante a assinatura de um termo de compromisso entre o Ibama e o responsável pela exploração turística do local, o agricultor Miguel Jesus da Mota, no último dia 18 de fevereiro, quando ele se comprometeu a cumprir uma série de condicionantes impostas pelo órgão sob pena de ter o embargo revogado caso isso não ocorra.

Entre as medidas determinadas pelo Ibama no documento, destacam-se: o reforço da segurança da escadaria construída pelo próprio responsável no interior da caverna, com a reposição de cordas novas e mais bem fixadas, de modo a minimizar o risco da ocorrência de acidentes; a providência da regularização formal da exploração turística da gruta do Poço Encantado, requerendo-se, no prazo de até 120 dias, contados da assinatura do termo, a cessão/autorização de uso da gruta pela Secretaria do Patrimônio da União na Bahia; a licença ambiental, com o mesmo fim, concedida pelo Ibama; e a implementação das medidas previstas no plano de ação emergencial definido em conjunto com o ICMBio e o Cecav, no prazo de 36 meses.

O acompanhamento de todo o processo (entenda-se o cumprimento de todas as medidas determinadas no documento), será feito por um analista do Ibama. Detalhe: pelo exposto no termo de compromisso, o acordo não põe fim ao processo administrativo, significando que o andamento processual de cobrança da multa aplicada permanece inalterado. O agricultor foi penalizado em R$ 50 mil pelas intervenções realizadas no interior da caverna.

O termo de compromisso que possibilitou a reabertura da caverna do Poço Encantado foi firmado com base no relatório de vistoria produzido pela equipe técnica do Cecav, que recomenda o desembargo do local e a manutenção da escada que causou a interdição do local. Para a equipe técnica do Cecav, a retirada da escadaria provocaria um dano maior à caverna do que sua manutenção. Neste caso, o seu reforço contribui para a segurança dos visitantes. O relatório reforça ainda essa tese, afirmando que a estrutura não canaliza o escoamento de águas pluviais, de modo que não contribui para o incremento da quantidade e da velocidade de água da chuva para o interior da caverna. Portanto, não apresenta indícios de influência nos impactos ao ambiente subterrâneo dessa natureza.
 
Fonte: EPTV.com

Manejo de Trilhas no Festival de Verão da UFMG

postado em 22/02/2011 13:45 por Associação Montanhas do Espinhaço Espinhaço

Estão abertas as incrições para o 5º Festival de Verão da UFMG. As incrições já podem ser feitas pelo site www.ufmg.br/festivaldeverao, no valor de R$ 20. O evento será realizado pela primeira vez no campus Pampulha da UFMG - avenida Antônio Carlos, 6.627, em Belo Horizonte, de 4 a 8 de março de 2011, período do carnaval.

O dia 4, sexta-feira, será destinado à abertura do Festival, às 20h, no auditório da Reitoria, com show de André Mehmari e Ná Ozzetti - piano e voz. O encerramento, por sua vez, em 8 de março, trará a cantora Maria Alcina ao campus Pampulha. As atrações culturais não exigem inscrição e serão abertas ao público.

Como nos anos anteriores, a quinta edição do Festival de Verão da UFMG oferecerá uma gama de atividades estruturadas em oficinas e cursos, além dos eventos culturais e artísticos. Serão ofertadas 1.246 vagas - mais do dobro do ano passado - em 25 oficinas, um curso e um workshop. As atividades são relacionadas a três áreas disciplinares: biológicas, que englobam temáticas sobre as ciências da vida e saúde; exatas, com assuntos relacionados à terra e à tecnologia; e humanas, letras e artes.

As atividades serão oferecidas entre 5 e 8 de março, na Faculdade de Ciências Econômicas (Face). A programação cultural será no auditório da Reitoria. Exibições de filmes têm entrada gratuita e os ingressos para os demais eventos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia entrada). Nos horários das atividades, ônibus da linha interna da UFMG vão circular de cinco em cinco minutos entre o ponto localizado ao lado da Escola de Belas-Artes (próximo à Antônio Carllos) até os locais que sediarão o Festival.
 
A Associação Montanhas do Espinhaço participa do evento com a Oficina "Planejamento e Implementação de Trilhas na Natureza". A Oficina apresenta técnicas de construção, manejo e manutenção de trilhas, para caminhantes em ambientes naturais, voltadas à educação ambiental, pesquisa, lazer, esporte e aventura, através de aulas teóricas e práticas. São 20 vagas.

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